Pólvora e Areias da Praia
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A Base das Lajes continua a
constituir notícia e motivo de comentários díspares, a par de debates confusos,
infundados, insólitos ou tendenciosos (quando não irresponsáveis e patéticos),
num cenário que é ainda mais aflitivo pelo grau de desinformação ou manipulação
e pelo carácter leviano com que todo este complexo e sensível problema tem sido
tratado.
Entretanto, no meio desta dramática
situação, acumulam-se sinais de precipitados e imaturos posicionamentos institucionais atingindo já raias de imprudente e
demagógica figura e fácil peroração anti-governamental e anti-yanquee (esta, entretanto já varrida
pela PSP, dando cartaz aos pré-anunciados “enfoques” radicais da autarquia praiense?), cujo alcance prático é nulo mas cujos danos soberanos e autonómicos em
racionalidade estratégica e lucidez
sociopolítica podem ser relevantes e fatais!
– Todavia merecem aqui elogio
proporcionado, pelo impacto no espaço público e respectivos conteúdos, a Entrevista
de Carlos César e o documento da Câmara de Angra, até pelo silenciamento a que foram sujeitos...
Porém agora cá temos um efabulado “Plano de Revitalização
Económica”, em parte repetindo coisas, contas e lajes, miragens nominalistas e
ideias peregrinas de programas já conhecidos e intenções e governanças falhadas antes, a par de miméticos itens colhidos aos molhos em nuvens, guidelines e sebentas on-line, literatura e economias de papel,
exercícios contabilísticos de mais-valias virtuais, paleio de jogos de gestão,
empreendorismos e retóricas de sustentabilidade abstrusa ou lunática (tantos
deles advindos de quem por aí prega apenas
adornado de falências em série, alheamentos de reflexão e negligências técnico-políticas,
com incompetências, compadrios e jogatinas financeiras e empresariais patrocinadas
e reincidentemente cúmplices, desde há décadas)!
– É claro que não se chegou ainda
ao ultraje antigo da “refinaria”
brasiliense, mas não nos faltam novos forjadores de pólvora seca e refinadas
areias, que oxalá não sejam para atirar
aos olhos e ouvidos da Praia e do
País inteiro, ou interesseira e somente para provento próprio, como sempre içando scapegoats em culpas que foram principalmente suas, conquanto
também nossas porque neles um dia confiámos!
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Azores Digital:
e "Diário dos Açores" (Ponta Delgada, 25.01.2015):